Deus é fortaleza no dia da angústia

“Quem pode suportar a sua indignação? E quem subsistirá diante do furor da sua ira? A sua cólera se derrama como fogo, e as rochas são por ele demolidas. O Senhor é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam. Mas, com inundação transbordante, acabará de uma vez com o lugar desta cidade; com trevas, perseguirá o Senhor os seus inimigos. Que pensais vós contra o Senhor? Ele mesmo vos consumirá de todo; não se levantará por duas vezes a angústia.” – Naum 1:6-9

Estas são as palavras de Deus, por meio do profeta Naum, contra a cidade de Ninive, a última e maior capital do império Assírio. A profecia de Naum anuncia o juízo de Deus contra a cidade, pois ela havia se tornado uma potência opressora, violenta e arrogante. Importante destacar que Ninive pôde provar da misericórdia de Deus nos dias de Jonas, mas ainda assim não controlou sua perversidade e por isso, agora seria julgada.

Durante todo o capítulo 1, Naum apresenta essa dupla realidade. O profeta descreve a santidade, o poder e a ira justa de Deus contra seus inimigos. Mas no versículo 7, porém, ele apresenta uma verdade consoladora: o mesmo Deus que julga os ímpios é refúgio para o seu povo.

Veja o que diz o verso:

“O Senhor é bom, uma fortaleza no dia da angústia, e conhece os que nele confiam.”

Podemos dividir o texto em três afirmações:

“O Senhor é bom” – revela o caráter de Deus.

“Uma fortaleza no dia da angústia” – Deus é proteção para os seus.

“E conhece os que nele confiam” – mostra o relacionamento de Deus com aqueles que depositam nele sua confiança.

O texto não afirma que os fiéis jamais enfrentarão angústias. Pelo contrário, fala explicitamente do “dia da angústia”. A promessa não é a ausência de sofrimento, mas a presença e a proteção de Deus em meio a ele. Certamente, você pôde perceber que Deus esteve presente em seus momentos de dificuldade. Isso também pode ser observado na vida de grandes homens de Deus, como Moisés, Davi, Daniel, Habacuque, o apóstolo Paulo, e o próprio Jesus.

Importante destacar que até mesmo a morte é um instrumento de Deus para seus planos de amor e misericórdia. Paulo morreu sobre grande perseguição, Davi não era capaz de aquecer o seu próprio corpo na velhice, Habacuque provavelmente pereceu na concretização de sua própria profecia e, por fim, o própria filho de Deus, aquele que venceu o mundo por meio da sua morte e ressurreição, quem sofreu as mais terríveis dores e ainda assim triunfou sobre tudo e todos.

A relação de Deus com aqueles que nele confiam não é fria, distante ou meramente informativa. No contexto, o Senhor reconhece os que se refugiam nele e cuida deles. O Deus que julga com justiça os seus inimigos é o mesmo Deus que conhece, acolhe e guarda aqueles que nele se refugiam. Nós não precisamos conhecer todas as respostas para descansar naquele que nos conhece perfeitamente.